Falando de Futebol — por Junior Moresco
E depois da Data FIFA, nada mudou! A Chapecoense foi a Salvador e voltou com um pesado 4 a 0 diante do Vitória, no Barradão, pela 29ª rodada do Brasileirão. Uma derrota que reforça a sensação de que o Verdão do Oeste apenas cumpre tabela nesta Série A de 2026.
É preciso reconhecer que a Chape teve oportunidades antes de o placar desandar. No primeiro tempo, Lucas Arcanjo apareceu bem para impedir o gol catarinense, inclusive em uma finalização de Yago Felipe. Mas, aos 17 minutos, o Vitória aproveitou um contra-ataque e abriu o marcador com Erick. A Chapecoense chegou ao intervalo perdendo por apenas um gol, ainda com possibilidade de discutir o resultado.
Só que o segundo tempo acabou com qualquer expectativa de reação. Matheuzinho ampliou aos oito minutos. Aos 15, Erick acertou um belo chute de esquerda no ângulo de Anderson. E, aos 28, Matheuzinho marcou novamente, fechando a goleada. Dois gols de cada um e mais uma noite amarga para o torcedor alviverde.
A pausa oferecia tempo para trabalhar, corrigir e voltar com alguma resposta. O resultado foi outra goleada. A pequena melhora apresentada em alguns jogos do returno não teve continuidade suficiente para mudar o cenário. A Chape permanece na lanterna, com apenas 18 pontos.
Matematicamente, ainda existe possibilidade. Mas, na minha avaliação, a Chapecoense está virtualmente rebaixada. Pelo que vem entregando, é difícil acreditar em uma arrancada capaz de salvar a temporada.
E aí aparece aquela velha frase: “Agora é jogar com dignidade até o final”. Confesso que isso, para mim, vale muito pouco como resposta ao torcedor. Compromisso, entrega e respeito à camisa são obrigações desde a primeira rodada. Não podem virar discurso de consolo quando a permanência já está tão distante.
Na segunda-feira, dia 12, a Chape recebe o Athletico-PR, às 19h30, na Arena Condá. Mais um compromisso de um campeonato que vai chegando ao fim com poucas respostas dentro de campo.
O torcedor merece mais do que uma despedida digna. Merece explicações sobre os erros desta campanha e um planejamento que permita voltar mais forte.
