Falando de Futebol por Junior Moresco
O Conselho Deliberativo do Figueirense deu um passo importante para o futuro do clube ao aprovar a proposta da Pansport para assumir a SAF alvinegra. A votação foi praticamente unânime: 57 votos favoráveis, nenhuma manifestação a favor da proposta concorrente e apenas três abstenções. Um resultado que demonstra confiança dos conselheiros no projeto apresentado.
E, sinceramente, espero que este seja o início de uma nova história para o Figueirense.
Nos últimos dez ou doze anos, o que vimos foi uma sucessão de forasteiros chegando ao clube com promessas, discursos bonitos e projetos milagrosos. Enquanto isso, o maior patrimônio do Figueirense, que não são os prédios, os muros ou o estádio, mas sim a sua história e sua torcida, foi sofrendo dentro e fora de campo. O Furacão acumulou vexames, rebaixamentos, crises administrativas, problemas financeiros e viu sua grandeza ser colocada em dúvida por quem jamais entendeu o que representa o Figueirense para Santa Catarina.
Por isso, o Conselho teve ao menos o cuidado e a sensibilidade de colocar o destino do clube nas mãos de alguém que conhece e vive o sentimento alvinegro. O empresário Edson Silva é um torcedor do Figueirense, conhece a história do clube e sabe o tamanho da responsabilidade que está assumindo.
É claro que no futebol não existe mágica. Não existe fórmula pronta. Nada muda da noite para o dia. O trabalho será enorme e os desafios são gigantescos. Recuperar credibilidade, reorganizar o futebol, aproximar a torcida e recolocar o Figueirense no lugar que merece exigirá muito planejamento, competência e paciência.
Mas toda grande reconstrução precisa de um ponto de partida, e talvez este seja o momento que o torcedor tanto esperava.
Agora é hora da torcida acreditar, apoiar e abraçar essa causa maior chamada Figueirense Futebol Clube. Um clube que em breve completará 105 anos de existência, carregando uma das mais belas histórias do futebol catarinense e com capítulos importantes também no cenário nacional.
O Figueirense é maior do que qualquer dirigente, investidor ou gestão. O Figueirense pertence ao seu povo, à sua torcida e à sua história.
Que este seja o começo de dias melhores para o Furacão do Estreito.
Por, Junior Moresco
