O sinal de alerta está mais do que ligado na Ressacada. O Avaí perdeu para o Goiás por 2 x 0 dentro de casa e chegou a oito partidas sem vencer na Série B, uma sequência pesada para um clube do tamanho do Leão. Muito da derrota passou pela expulsão de Daniel Penha, justa por sinal, mas fica novamente aquela sensação que contra clube catarinense o critério nunca é igual. A agressão do jogador do Goiás no lance? Ninguém viu. E assim o futebol segue.

Com apenas 10 pontos e somente um acima da zona de rebaixamento, o Avaí começa a entrar em um momento perigoso dentro da competição. Série B não perdoa ninguém. É campeonato traiçoeiro, equilibrado e extremamente difícil. Conheço bem essa competição e digo sem medo: permanecer nela já é uma batalha gigante, imagina atravessar uma crise com salários atrasados, pressão e ambiente pesado.

Mas também está na hora da torcida olhar para dentro de casa. Sim, estava frio. Sim, o horário não ajuda muitas vezes. Mas o torcedor do Avaí sempre encontra uma desculpa e depois, lá na frente, quando o cenário fica dramático, o sofrimento aumenta ainda mais. Enquanto o Joinville colocou mais de seis mil torcedores em um jogo de Série D, o Avaí recebeu apenas 3.473 pessoas na Ressacada diante de um dos favoritos ao acesso. É muito pouco para quem sonha grande.

O Avaí precisa transformar a Ressacada novamente em um verdadeiro caldeirão. O jogador precisa sentir apoio, pressão no adversário e ambiente forte. Sem essa sinergia entre torcida e time, a caminhada fica ainda mais complicada. É exatamente nesses momentos difíceis que o clube mais precisa do seu torcedor. Apoiar quando está ganhando é fácil. Quero ver agora.

Porque depois, quando a situação apertar de vez, reclamar será muito mais doloroso.

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Junior Moresco

Sobre o Autor

Junior Moresco

Junior Moresco é um apaixonado por futebol que dedicou 17 anos de sua vida profissional ao universo do esporte, vivenciando de perto o vestiário, a arquibancada e os bastidores. Com olhar atento e respeito pela história do futebol, Junior compartilha memórias, opiniões e análises, promovendo debates e reflexões sobre o jogo dentro e fora de campo. Para ele, futebol vai muito além do placar: é paixão diária, troca e sentimento.

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