CFA da Ressacada com portões fechados — Foto: Bruno Atanazio/ge

Falando de Futebol — por Júnior Moresco

O Avaí voltou a treinar nesta terça-feira, no CFA, com portões fechados. Depois da derrota para o Náutico e do rebaixamento confirmado para a Série C, havia a preocupação de que poucos jogadores se reapresentassem. O técnico interino Marquinhos Santos chegou a dizer que não sabia quem estaria disposto a seguir até o fim da competição. Mas 24 atletas compareceram.

A presença do grupo é um sinal de compromisso com a camisa e com a torcida. Ainda assim, não apaga a crise que tomou conta do clube. Os salários estão atrasados, funcionários também foram afetados, e o próprio Marquinhos reconheceu que o Avaí não cumpriu o que havia sido acordado com os profissionais.

Na coletiva após a derrota para o Náutico, o treinador foi direto: quem não quisesse continuar tinha o direito de ir embora. O clube, porém, precisaria reunir ao menos 18 jogadores para cumprir a tabela. Nesta terça, 24 estiveram no treino — um número suficiente para trabalhar, mas que não resolve as pendências que levaram o Avaí a este cenário.

Alguns atletas que estiveram relacionados contra o Náutico não participaram da atividade. Daniel Penha saiu lesionado, Jefferson Maciel viajou para acompanhar o nascimento do filho, e Caio Suassuna e Rildo também não treinaram. Del Piage, Juan Rocha, Pedro Cuiabá e William seguem no departamento médico.

Agora, Marquinhos terá até sexta-feira para avaliar as opções e definir a equipe que enfrentará o São Bernardo. A partida será no sábado, 7 de novembro, às 16h, na Ressacada. Será o último jogo do Avaí em casa neste ano — uma despedida que, depois de uma temporada tão frustrante, precisa ao menos ser encarada com seriedade e respeito à torcida.

O torcedor avaiano merecia muito mais do que ver o time cair para a Série C com duas rodadas de antecedência. Mas, diante de tudo o que aconteceu, espera-se que os jogadores que entrarem em campo honrem a camisa até o apito final. Cumprir a tabela é obrigação; terminar a temporada com dignidade é o mínimo que o clube ainda pode oferecer.
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CFA da Ressacada com portões fechados — Foto: Bruno Atanazio/ge

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Junior Moresco

Sobre o Autor

Junior Moresco

Junior Moresco é um apaixonado por futebol que dedicou 17 anos de sua vida profissional ao universo do esporte, vivenciando de perto o vestiário, a arquibancada e os bastidores. Com olhar atento e respeito pela história do futebol, Junior compartilha memórias, opiniões e análises, promovendo debates e reflexões sobre o jogo dentro e fora de campo. Para ele, futebol vai muito além do placar: é paixão diária, troca e sentimento.

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