Falando de Futebol – por Junior Moresco
Então torcedor… agora é papo reto. Sem maquiagem, sem diplomacia e sem aquele discurso bonito que tentam empurrar goela abaixo.
Enquanto os clubes catarinenses vivem no limite, atrasando contas, fazendo malabarismo para pagar folha, vendendo almoço para garantir a janta… a Federação Catarinense de Futebol fecha o ano com quase R$ 3 milhões de superávit em caixa.
Isso não é eficiência.
Isso é desconexão completa com a realidade do futebol.
Porque não existe cenário aceitável onde quem deveria fomentar o sistema está acumulando dinheiro… enquanto quem sustenta o espetáculo está quebrando.
É simples de entender:
o clube sofre, o torcedor paga… e a federação guarda.
E quando você abre os números, a indignação só aumenta.
Mais de R$ 11 milhões de receita.
Mais de R$ 3 milhões vindos da CBF.
Quase R$ 2 milhões arrecadados em cima dos jogos, dinheiro que sai diretamente do bolso do torcedor.
Agora a pergunta que não quer calar: cadê esse dinheiro no futebol?
Porque dentro de campo, fora dele, na estrutura, na base, no apoio aos clubes… não aparece.
Mas na planilha aparece outra coisa:
milhões em despesas genéricas, mal explicadas, sem transparência clara.
Mais de R$ 2 milhões em “serviços”, serviços de quê? pra quem?
Quase R$ 1,7 milhão em despesas administrativas, administrando o quê exatamente?
E mais de R$ 2,3 milhões em folha, enquanto clube não consegue nem pagar salário em dia.
E tem um detalhe que escancara ainda mais o absurdo:
quem paga os custos dos jogos são os próprios clubes, via borderô.
Ou seja: a federação arrecada…, não assume o custo…, e ainda termina o ano com dinheiro sobrando.
Isso não é gestão, Isso é um modelo que penaliza quem deveria proteger.
E no meio disso tudo… um presidente invisível.
Sim, porque o comando da federação hoje passa a sensação de abandono.
Não se vê posicionamento forte, Não se vê defesa dos clubes, Não se vê cobrança por respeito ao futebol catarinense.
O que se vê é silêncio, E silêncio, nesse caso, é conivência.
O resultado está aí:
Santa Catarina despencando no cenário nacional, clubes cada vez mais frágeis e um futebol que vai perdendo relevância ano após ano.
Mas o caixa da federação… esse segue saudável.
Saudável demais, inclusive.
E isso, torcedor, não pode ser normalizado.
Porque quando sobra dinheiro em quem organiza… e falta em quem joga…
tem algo muito errado acontecendo.
E não é detalhe. É estrutura. É prioridade. É escolha.
Hoje, a federação prefere apresentar número bonito…, ao invés de construir um futebol forte.
Prefere o saldo positivo no papel…do que resultado positivo dentro de campo.
E isso é, sim, um desrespeito, desrespeito com o clube, desrespeito com o torcedor, desrespeito com o futebol catarinense e enquanto ninguém bater de frente com isso… nada muda.
Mas uma coisa precisa ficar clara:
isso não é gestão eficiente é omissão travestida de organização.
E quem paga essa conta, como sempre… é o futebol.
E pra quem acha que isso aqui é exagero… não é opinião, não.
👉 Os números estão públicos.
👉 Estão no site oficial.
👉 Estão no balanço divulgado pela própria Federação.
📄 Confira você mesmo:
Acesse o balanço oficial da Federação Catarinense de Futebol 2025
E é justamente isso que mais revolta.
Porque não dá mais pra esconder.
Não dá mais pra maquiar.
Não dá mais pra fingir que está tudo bem.
Os números mostram uma federação com milhões em caixa, superávit ano após ano — inclusive já vinha nessa linha nos últimos balanços, com resultado positivo acima de R$ 2,7 milhões — enquanto do outro lado os clubes vivem no limite, muitos afundados em dívidas, realidade que é comum no futebol brasileiro .
Ou seja…
não é crise do futebol.
É falta de distribuição, prioridade e gestão voltada aos clubes.
E aí vem a pergunta que precisa ecoar:
Se o dinheiro existe… por que ele não chega em quem precisa?
Porque agora não é mais discurso.
É documento.
É número.
É realidade escancarada.
E contra fato… não existe argumento.
Falando de Futebol – por Junior Moresco
