Falando de Futebol – por Junior Moresco
Quarta Rodada do Campeonato Catarinense: futebol jogado, verdades expostas e a arbitragem em xeque
A quarta rodada do Campeonato Catarinense chegou ao fim na noite desta segunda-feira (19/1), no Sul do Estado, e deixou muito mais do que resultados. Deixou recados claros, expôs quem briga em cima, quem já começa a afundar, e, infelizmente, voltou a escancarar um problema que insiste em manchar o futebol catarinense: a arbitragem e o uso desastroso do VAR.
No Heriberto Hülse, o Criciúma venceu o Concórdia por 3 x 1 e fez exatamente o que se espera de um clube grande: impôs seu jogo e buscou o resultado. Com a vitória, o Tigre chega aos 7 pontos e assume a vice-liderança do Grupo B. Já o Concórdia vive um momento de alerta. A segunda derrota consecutiva faz o time estacionar nos 4 pontos e cair para a quarta colocação do Grupo A. O sinal amarelo está aceso.
Carlos Renaux e Camboriú empataram em 1 x 1 na Arena Saimon, em Brusque, em um jogo que traduziu bem a realidade das duas equipes. Para o Carlos Renaux, o primeiro ponto na competição veio tarde e pouco muda o cenário dramático: o quadrangular da morte parece inevitável. Agora vem um confronto direto contra o Joinville, fora de casa, e depois o Marcílio Dias. É vencer ou aceitar o destino.
O Camboriú, por outro lado, segue invicto e competitivo. Com 8 pontos, ocupa a terceira colocação e mostra organização, mesmo sabendo que o caminho será duríssimo: Criciúma e Figueirense, ambos no Orlando Scarpelli. Teste de fogo.
Em Rio do Sul, o Santa Catarina venceu o Joinville por 3 x 1 e confirmou algo que já não é mais surpresa: é um time bem montado, consciente e que sabe competir. Assim como em 2025, cresce rodada após rodada e agora lidera o Grupo B com 8 pontos. Ainda encara o Brusque fora e fecha a fase contra o Avaí em casa, com totais condições de brigar pelo topo.
E o Joinville… o que está acontecendo com o Joinville? Um clube gigante, multicampeão, com estádio imponente e torcida apaixonada, hoje é a sombra do que já foi. Soma apenas um ponto, joga mal, não reage e caminha a passos largos para o quadrangular da morte. Recebe o Carlos Renaux e depois encara a Chapecoense no Oeste. A realidade é dura, mas precisa ser dita: o JEC briga, hoje, para não cair.
Na Arena Condá, a Chapecoense venceu o Marcílio Dias por 1 x 0 e engatou sua segunda vitória consecutiva. O Verdão do Oeste cresce no momento certo, chegou aos 7 pontos e já olha a tabela de cima para baixo. Agora vem a Florianópolis enfrentar o Avaí e fecha a fase contra o Joinville.
Já o Marcílio Dias vive situação incômoda. Com apenas 3 pontos, ocupa a quinta colocação e ainda sonha com a segunda fase, mas precisa parar de desperdiçar oportunidades. Os jogos contra Barra e Carlos Renaux definirão seu futuro.
Propositalmente deixei por último Barra 0 x 1 Brusque, porque aqui o assunto vai além do placar. O Brusque merece todos os elogios: campanha irretocável, 10 pontos, três vitórias, um empate e classificação antecipada. Mérito de um time organizado, competitivo e que sabe exatamente o que quer no campeonato. Ainda enfrenta Santa Catarina e Criciúma, mas já se colocou em outro patamar.
Já o Barra… decepciona na tabela, mas não dá para ignorar o que aconteceu dentro de campo. Luiz Augusto Silveira Tisne acertou ao marcar o pênalti em campo. Foi pênalti claro, indiscutível, bem interpretado pelo árbitro, que estava próximo do lance e tomou a decisão correta.
O problema começa depois. O VAR, mais uma vez querendo ser protagonista, entra em cena de forma equivocada. Rafael Traci chama o árbitro para revisar o lance alegando não ter sido pênalti, interferindo diretamente em uma decisão bem tomada. É aí que se escancara a falta de critério que vem se repetindo rodada após rodada. Faltou personalidade ao árbitro para sustentar a decisão correta de campo diante de uma intervenção injustificável.
É impossível não lembrar que o Barra já foi duramente prejudicado em 2025 e, pelo visto, a história começa a se repetir em 2026. O VAR, que deveria corrigir erros claros e evidentes, está criando injustiças ainda maiores e interferindo onde não deveria.
O vídeo do lance está no meu Instagram @falandodefutebol26. Assistam e tirem suas próprias conclusões.
Em breve, publicarei uma análise especial sobre a atuação dos árbitros de VAR Rafael Traci e Wagner Reway. O debate é necessário, urgente e inadiável.
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O Catarinense segue emocionante dentro de campo, mas enquanto a arbitragem insistir em ser protagonista, o debate continuará fora dele. Futebol se decide com bola rolando, não na cabine do VAR. Critério, responsabilidade e respeito aos clubes não são opcionais — são obrigação. Aqui seguimos atentos, opinando sem medo e defendendo o jogo.
