Falando de Futebol – por Junior Moresco
A Copa do Brasil e o dinheiro que faz a diferença
A Copa do Brasil que começa em breve segue sendo, sem discussão, a competição mais democrática do futebol brasileiro. E o principal motivo está longe de ser apenas esportivo: o dinheiro distribuído em cada fase.
Para muitos clubes, principalmente os de menor investimento, a Copa do Brasil é a chance de equilibrar o caixa, pagar contas e manter o clube respirando ao longo da temporada.
Logo na primeira fase, clubes do Grupo III já garantem R$ 400 mil. Um valor que, para quem disputa Série C, Série D ou campeonatos estaduais, representa muito mais do que um simples prêmio.
A cada fase, o salto financeiro é significativo:
- 2ª fase: até R$ 1,38 milhão
- 3ª fase: até R$ 1,53 milhão
- 4ª fase: até R$ 1,68 milhão
- Oitavas de final: R$ 3 milhões
- Quartas de final: R$ 4 milhões
- Semifinal: R$ 9 milhões
Chegar à final é mudar de patamar:
- Vice-campeão: R$ 34 milhões
- Campeão: R$ 78 milhões
Falando dos clubes catarinenses, os valores deixam claro o peso da competição:
A Chapecoense entra diretamente na quinta fase e já garante R$ 3 milhões.
Figueirense, Avaí e Joinville iniciam na segunda fase, com R$ 1,38 milhão assegurados para cada clube.
O Barra, campeão da Série D, entra direto na terceira fase e garante R$ 1,53 milhão.
Já o Santa Catarina inicia a competição desde a primeira fase, com R$ 400 mil garantidos logo de início.
Para clubes do Grupo II, são valores que ajudam a organizar a temporada.
Para clubes do Grupo III, valores que muitas vezes salvam o ano inteiro.
É por isso que, na Copa do Brasil, cada jogo vale muito.
Não só pela vaga… mas pelo impacto direto que o resultado causa fora de campo.
A Copa do Brasil não é só mata-mata.
