Falando de Futebol por Junior Moresco
A pressão da torcida falou mais alto. E sinceramente? Já estava passando da hora. O Figueirense anunciou o desligamento do Executivo de Futebol Daniel Kaminski, uma decisão que talvez chegue tarde, mas que era inevitável diante do desastre que virou o departamento de futebol do clube.
Existe uma coisa no futebol que dirigente nenhum pode ignorar: o torcedor pode até suportar derrota, mas não suporta falta de rumo, falta de comando e muito menos incompetência estampada dentro de campo rodada após rodada.
E o que vimos no Figueirense nestes primeiros meses da temporada foi exatamente isso.
Um clube mergulhado em dificuldades financeiras, tentando sobreviver no dia a dia, mas ao mesmo tempo carregando um elenco com mais de 40 jogadores. Isso não é planejamento. Isso é desorganização. É gastar errado. É contratar por contratar. É montar dois times em cinco meses e não conseguir entregar absolutamente nada dentro de campo.
O resultado está aí:
➡️ vexames;
➡️ atuações ridículas;
➡️ torcida revoltada;
➡️ um time sem identidade;
➡️ e um ambiente cada vez mais pesado.
Na minha opinião, Kaminski deveria ter deixado o clube logo após o Campeonato Catarinense, junto com Zanardi e toda a comissão. O Estadual já mostrava claramente que o projeto estava fracassado. O problema é que insistiram no erro. E no futebol, quando se insiste no erro, a conta chega. E chega pesada.
Agora, a saída do executivo precisa ser apenas o começo.
Porque se o Figueirense realmente quiser iniciar uma reconstrução séria, honesta e profissional, o Senhor Rafael Franzoni também deveria arrumar suas malas e buscar novos caminhos. Afinal, não existe como separar responsabilidades. Quem participa das decisões, quem avaliza contratações e quem conduz o futebol também precisa responder pelo fracasso.
O Figueirense precisa parar de trocar peças isoladas e fingir que o problema acabou. O buraco é muito mais embaixo.
O clube precisa de um novo projeto, novas ideias, novas pessoas e principalmente alguém que entenda o tamanho da camisa alvinegra. O torcedor cansou de promessas, cansou de desculpas e cansou de passar vergonha.
A verdade é simples: o Figueirense virou refém de erros acumulados por dirigentes que parecem não entender a dimensão do clube que administram.
A saída de Kaminski era obrigação.
Agora falta coragem para fazer a limpeza completa.
Falando de Futebol – por Junior Moresco
