Falando de Futebol – por Junior Moresco
Jogou como nunca… perdeu como sempre: Chape afunda e o tempo está acabando
A frase já virou rotina — e isso é o mais preocupante. A Chapecoense vai ao Maracanã, compete, luta, mostra sinais de vida… mas volta pra casa com mais uma derrota. O 2 a 1 para o Fluminense, pela 13ª rodada do Brasileirão, pode até ser considerado “normal” no papel. Mas, na prática, é mais um capítulo de um time que já não pode mais se dar ao luxo de perder “de forma honrosa”.
E aí está o ponto: não adianta jogar bem e sair de campo de cabeça erguida quando a tabela grita o contrário.
A Chape é a última colocada. E o pior: a distância começa a aumentar. Não é mais só sobre estar na zona, é sobre ver os adversários abrindo vantagem rodada após rodada.
No jogo, o roteiro foi aquele que o torcedor já conhece. Primeiro tempo equilibrado, time organizado dentro das suas limitações, brigando por cada bola. Na etapa final, o inevitável aconteceu: pênalti para o Fluminense, Savarino abriu o placar. A partir dali, parecia que o jogo caminharia para um domínio tranquilo do time carioca.
Mas a Chapecoense, na base da insistência, conseguiu reagir. O gol de empate de Ênio deu uma sobrevida, trouxe esperança… aquele momento em que o torcedor começa a pensar: “dá pra buscar algo mais”.
Só que futebol é detalhe. E time que está lá embaixo normalmente paga caro por cada erro. Já nos acréscimos, John Kennedy apareceu para decidir. Entrou, aproveitou e matou o jogo. Simples assim.
E é exatamente isso que separa quem briga lá em cima de quem afunda lá embaixo: eficiência.
A Chapecoense até compete. Mas não decide. Não mata jogo. E quando tem a chance de pontuar, entrega.
Os números refletem isso:
- Última colocação na Série A
- Apenas 8 pontos somados
- Sistema defensivo vulnerável
- Ataque que produz pouco para o nível da competição
E o mais preocupante: o psicológico já começa a pesar. Porque chega uma hora que o discurso de “jogamos bem” já não sustenta mais nada.
Agora o cenário muda, e a responsabilidade aumenta, o próximo jogo é em casa, na Arena Condá, contra o Bragantino. E aí não tem mais margem pra discurso bonito. É jogo de sobrevivência. É jogo de “vida ou morte” dentro do campeonato.
Se não vencer em casa, contra um adversário direto, a situação deixa de ser preocupante e passa a ser praticamente irreversível.
A realidade é dura, mas precisa ser dita: ou a Chapecoense reage agora, ou vai começar a desenhar muito cedo o roteiro de mais um rebaixamento.
Porque no Brasileirão, quem demora pra acordar… simplesmente não tem tempo de correr atrás depois.
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Falando de Futebol – por Junior Moresco
