Falando de Futebol por Junior Moresco
O futebol catarinense passou longe de ter um final de semana positivo nas Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro. E os números deixam isso muito claro. Foram 18 pontos disputados pelos clubes do Estado e apenas dois conquistados. Um aproveitamento muito baixo para quem sonha com acesso, permanência ou campanhas mais sólidas nas competições nacionais.
Na Série A, mais uma derrota da Chapecoense. A situação da Chape começa a preocupar cada vez mais porque além dos resultados não aparecerem, o time segue afundado na parte de baixo da tabela. O torcedor acreditava que a classificação diante do Botafogo pela Copa do Brasil pudesse dar um novo ânimo, mas o tropeço diante do Remo mostrou que a realidade ainda é muito dura. Futebol é confiança e hoje parece que qualquer erro vira castigo para o Verdão do Oeste.
Na Série B, o cenário também não foi dos melhores. O Criciúma deixou escapar dois pontos dentro do Heriberto Hülse e saiu de campo vaiado pela torcida após o empate contra o Atlético Goianiense. Já o Avaí acabou derrotado pelo Vila Nova em Goiânia. Resultado até considerado normal pela força do adversário e pelas dificuldades de jogar fora de casa, mas em uma Série B equilibrada cada ponto perdido faz diferença lá na frente. Agora o Leão terá duas partidas seguidas na Ressacada e precisará dar resposta imediata ao seu torcedor.
Na Série C, apenas o Barra conseguiu pontuar ao empatar fora de casa contra o Anápolis, mas ficou aquele gosto amargo porque o gol sofrido saiu nos acréscimos. Brusque e Figueirense perderam. O Brusque, mesmo conhecendo sua primeira derrota, ainda merece elogios pela campanha consistente que vem fazendo. Já o Figueirense vive um momento preocupante, alternando esperança e vexames em sequência, algo que irrita profundamente seu torcedor.
Claro que campeonato brasileiro é longo, ainda tem muita água para passar debaixo da ponte, mas é preciso ligar o sinal de alerta. Santa Catarina não pode se acostumar em apenas participar das competições nacionais. O Estado já mostrou em outros anos força para conquistar acessos, fazer grandes campanhas e competir de igual para igual com clubes de grandes centros.
Se os clubes quiserem terminar o ano comemorando acessos e evitando rebaixamentos, será preciso muito mais entrega, regularidade e personalidade dentro de campo. Porque no futebol nacional não existe espaço para acomodação. Quem não reage rápido acaba pagando caro lá na frente.
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