Falando de Futebol – por Junior Moresco

Vou ser direto. Sem floreio. Sem diplomacia.

Paulo Prisco não fechou as portas do Figueirense Futebol Clube. Não colocou cadeado no portão.

Mas montou, se é que se pode chamar isso de time, algo que está conseguindo um feito talvez ainda pior: fechar o clube pela vergonha.

É isso mesmo.

Não é apenas derrota. É humilhação. É jogador expulso com 28 minutos do primeiro tempo por irresponsabilidade pura. É pênalti cobrado com displicência, como se estivesse batendo bola em rachão de fim de semana. É atleta querendo dar toque de calcanhar com o time perdendo em casa. Isso não é ousadia. É deboche com a torcida.

Paulo Prisco falou em fechar as portas.

Hoje parece que o fechamento está sendo feito jogo após jogo, na moral, na credibilidade, na dignidade.

E não dá para isentar José Carlos Lages. Participou da construção desse elenco fraco, mal planejado, sem liderança, sem caráter competitivo. Um grupo que não demonstra indignação nem quando está sendo vaiado dentro do próprio estádio.

O presidente Tadeu também tem responsabilidade total. Presidente não é figura decorativa. Se o clube virou um amontoado sem comando, alguém precisa responder por isso. O Conselho Deliberativo? Silêncio constrangedor. Omissão dói tanto quanto incompetência.

E o treinador… sinceramente, fica difícil entender como se ganha dinheiro no futebol apresentando um time desorganizado, previsível, emocionalmente frágil e tecnicamente limitado. Não há padrão. Não há reação. Não há comando. Só repetição de erro.

A torcida alvinegra não merece isso. Não merece vexame atrás de vexame. Não merece ver sua história ser arrastada por decisões ruins e por jogadores que não entendem o peso da camisa que vestem.

Se for para continuar assim, que coloquem a base. Pelo menos terão garotos com fome, com vergonha na cara, com vontade de correr até o último minuto.

O que está acontecendo não é reconstrução.

É constrangimento institucional.

O Figueirense não foi fechado na prática, Mas está sendo exposto ao ridículo em praça pública.

E quem ama o clube não tem obrigação de ser educado diante da incompetência.

E que fique claro: o que está acontecendo não é azar.

Não é fase ruim, Não é detalhe de jogo, É incompetência, É erro de gestão, É escolha mal feita, É omissão de quem deveria proteger o clube.

O Figueirense Futebol Clube não está sendo derrotado apenas pelos adversários. Está sendo derrotado por dentro. Por decisões fracas, por dirigentes que não entregam resultado, por jogadores que não honram a camisa e por uma comissão técnica que não consegue dar identidade a um time que parece um amontoado.

A torcida não é cega, A torcida não é ignorante, A torcida está cansada, Cansada de promessas, Cansada de vexame, Cansada de passar vergonha.

2.731 pessoas pagaram ingresso, vestiram a camisa, foram ao estádio esperando ao menos entrega, e receberam humilhação.

Se não há capacidade para reconstruir, tenham ao menos a dignidade de admitir o erro. Porque continuar nesse caminho é prolongar a agonia de uma instituição centenária.

O Figueirense é maior do que todos vocês.

E a história vai cobrar.

Falando de Futebol – por Junior Moresco


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Junior Moresco

Sobre o Autor

Junior Moresco

Junior Moresco é um apaixonado por futebol que dedicou 17 anos de sua vida profissional ao universo do esporte, vivenciando de perto o vestiário, a arquibancada e os bastidores. Com olhar atento e respeito pela história do futebol, Junior compartilha memórias, opiniões e análises, promovendo debates e reflexões sobre o jogo dentro e fora de campo. Para ele, futebol vai muito além do placar: é paixão diária, troca e sentimento.

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