Falando de Futebol por Junior Moresco

O Figueirense venceu o Maranhão por 2 a 1, de virada, no último sábado, no Estádio Orlando Scarpelli. E o que adiantou? Absolutamente nada!

Todos sabiam que seria praticamente impossível acontecer a enorme combinação de resultados necessária para classificar o Alvinegro à próxima fase da Série C. A vitória serviu apenas para encerrar a participação de maneira um pouco menos melancólica, mas não apaga mais uma temporada desastrosa.

E o que restou de 2026?

O Figueirense foi rebaixado no Campeonato Catarinense e terminou a Série C na modesta 11ª colocação. Um clube com sua história, sua torcida e sua estrutura encerra mais um ano sem acesso, sem título, sem perspectiva e, principalmente, sem apresentar qualquer sinal de evolução.

É fracasso atrás de fracasso. Erros de planejamento, escolhas equivocadas, contratações que não entregam, mudanças sem resultado e discursos que nunca se transformam em ações. A cada início de temporada, novas promessas são apresentadas. No final, sobra sempre a mesma explicação vazia e a tentativa de convencer o torcedor de que o próximo ano será diferente.

Mas até quando?

O Figueirense virou um clube acostumado com a mediocridade. Perder espaço no futebol catarinense e permanecer atolado na Série C parece ter se tornado algo normal para quem toma as decisões. O que antes seria considerado uma tragédia esportiva agora é tratado como mais uma temporada que não deu certo.

Não faltou apoio. Mesmo machucado por tantos anos de decepções, o torcedor voltou ao Scarpelli, empurrou o time e acreditou enquanto ainda existia uma possibilidade, mesmo que remota. Mais uma vez, quem fez sua parte foi a arquibancada. E mais uma vez, quem comandou o futebol não correspondeu.

A camisa do Figueirense é muito maior do que a incompetência de quem vem conduzindo o clube. O torcedor não merece apenas explicações, notas oficiais ou novas promessas. Merece respeito, profissionalismo e pessoas capazes de entender o tamanho da instituição que possuem nas mãos.

Vencer o Maranhão não salvou absolutamente nada. O resultado não apaga o rebaixamento estadual, não transforma o 11º lugar da Série C em campanha aceitável e não diminui a vergonha de mais um ano desperdiçado.

O ano de 2026 termina como tantos outros: com o Figueirense fracassando dentro de campo e seu torcedor sofrendo fora dele.

Chega de tratar vexame como reconstrução. Chega de normalizar o fracasso. O Figueirense precisa voltar a ser administrado como um clube grande — porque, se depender apenas dos resultados dos últimos anos, estão conseguindo transformá-lo em algo cada vez menor.

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@falandodefutebol26
Junior Moresco

Sobre o Autor

Junior Moresco

Junior Moresco é um apaixonado por futebol que dedicou 17 anos de sua vida profissional ao universo do esporte, vivenciando de perto o vestiário, a arquibancada e os bastidores. Com olhar atento e respeito pela história do futebol, Junior compartilha memórias, opiniões e análises, promovendo debates e reflexões sobre o jogo dentro e fora de campo. Para ele, futebol vai muito além do placar: é paixão diária, troca e sentimento.

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