“Figueirense refém de erros: Zanardi insiste, Fabrício compromete e a torcida paga a conta”

Falando de Futebol — por Junior Moresco

Olha… tem hora que não dá pra aliviar. Não dá pra passar pano. E hoje é um desses dias.

O Figueirense perdeu por 3 a 1 para o Maringá dentro do Orlando Scarpelli, e não foi uma derrota qualquer. Foi mais um capítulo de vergonha, de um time que parece não entender o tamanho da camisa que veste.

E começo aqui com quem precisa ser cobrado com nome e sobrenome: Márcio Zanardi.

O treinador insiste em erros que já estão escancarados faz tempo. A escolha pelo goleiro Fabrício é um deles. Não dá mais. No primeiro gol, foi um lance típico de goleiro inseguro: “vou, não vou”, “saio, não saio”… e quando decide, já é tarde. A bola bate na trave e sobra limpa pro adversário marcar. Falha clara. Falha decisiva. Falha de quem não transmite confiança nenhuma.

E aí vem o segundo erro — talvez ainda mais grave: o esquema.

Três zagueiros. TRÊS. E o pior: três zagueiros que, somados, não passam segurança. Um sistema que não protege, não marca, não organiza… não faz absolutamente nada. Aí toma dois gols, o time vira um caos e no intervalo muda tudo. Ou seja: entra errado, corrige desesperado. Isso não é convicção, isso é confusão.

E o time? Um amontoado. Um bando em campo.

Jogadores perdidos, sem intensidade, sem organização, sem alma. Um time que não compete, que não divide, que não impõe respeito nem dentro de casa. É inaceitável ver o Figueirense ser dominado no Scarpelli, como se estivesse jogando fora de casa contra um gigante — quando, na verdade, era o Maringá que parecia dono do jogo.

E o mais dolorido: 5.106 torcedores estavam lá.

Mais de cinco mil pessoas acreditando. Indo ao estádio com esperança de uma virada de chave, de um recomeço na Série C. E o que receberam? Mais uma vergonha. Mais um vexame. Mais um tapa na cara de quem nunca abandona.

A torcida do Figueirense não merece isso, Não merece um time sem brio, não merece um goleiro inseguro, não merece um treinador perdido, não merece esse ciclo de fracassos que parece não ter fim.

E eu digo aqui com toda clareza: não é mais questão de fase, é questão de incompetência.

Se não houver mudança, de postura, de escalação, de comando, o roteiro já está escrito. E a história recente já mostrou onde isso termina.

O Figueirense é gigante. Mas, hoje, dentro de campo… está cada vez menor.

E alguém precisa ter coragem de assumir isso antes que seja tarde demais.

E pra fechar, sem rodeio e sem medo de dizer o que precisa ser dito:

Esses atletas que estão vestindo a camisa do Figueirense hoje não estão à altura do clube. Falta qualidade, falta personalidade, falta compromisso com a história que carregam nas costas. Não é só erro técnico é postura. É atitude. É entender onde estão pisando. Porque vestir essa camisa não é qualquer coisa… e muitos ali tratam como se fosse.

Mas a responsabilidade não para dentro de campo.

Quem montou esse elenco também precisa ser cobrado com a mesma intensidade. Quem avaliou, quem contratou, quem aprovou… errou. E errou feio. Porque o que se vê hoje é um grupo limitado, mal montado e sem identidade. E isso não nasce por acaso — isso é reflexo direto de decisões equivocadas fora das quatro linhas.

Se o Figueirense tivesse hoje um comando firme e uma diretoria verdadeiramente responsável, essas mudanças já teriam acontecido. O rebaixamento no Catarinense não foi um acidente — foi um alerta claro que foi ignorado. Em qualquer clube sério, nomes como Márcio Zanardi, Rafael Franzoni e Daniel Kaminski já teriam sido afastados. Mas aqui, a impressão que fica é de acomodação, de falta de cobrança e, pior, de conivência com o erro. E enquanto isso continuar, quem paga a conta é sempre o torcedor.

E o mais impressionante nisso tudo é o discurso. Quando esses senhores aparecem para falar, seja na CBN, na Jovem Pan ou em qualquer outro espaço, a sensação que passam é de que estão fazendo um grande trabalho, quase uma gestão modelo. Falam como se estivessem prestando um favor ao Figueirense, como se o clube devesse algo a eles. Se colocam na posição de vítimas, tentando justificar o injustificável. Mas a realidade é outra — e ela aparece dentro de campo. Porque no futebol, não adianta discurso bonito: o que fala mais alto é resultado. E o resultado que estão entregando é vexame atrás de vexame.

O torcedor já fez a parte dele. Já apoiou, já acreditou, já lotou, já sofreu. Agora está na hora de quem está dentro do clube, seja jogador, treinador ou dirigente, olhar no espelho e assumir a responsabilidade.

Porque do jeito que está… é inadmissível.

E o torcedor do Figueirense já cansou de passar vergonha.

Falando de Futebol por Junior Moresco

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Junior Moresco

Sobre o Autor

Junior Moresco

Junior Moresco é um apaixonado por futebol que dedicou 17 anos de sua vida profissional ao universo do esporte, vivenciando de perto o vestiário, a arquibancada e os bastidores. Com olhar atento e respeito pela história do futebol, Junior compartilha memórias, opiniões e análises, promovendo debates e reflexões sobre o jogo dentro e fora de campo. Para ele, futebol vai muito além do placar: é paixão diária, troca e sentimento.

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