Falando de Futebol – por Junior Moresco
A noite de segunda-feira foi decisiva e tensa no Campeonato Catarinense. O empate em 1 a 1 entre Marcílio Dias e Carlos Renaux deixou o chamado quadrangular da morte completamente embolado.
Com o resultado, Figueirense, Marcílio Dias e Carlos Renaux chegaram aos quatro pontos, mantendo a briga aberta e dramática por quem conseguirá escapar do rebaixamento.
Quem praticamente deu adeus à elite foi o Joinville. Com duas derrotas acumuladas, o empate entre Marinheiro e Carlos Renaux selou um cenário quase irreversível para o JEC, que vive uma temporada muito difícil — tanto na tabela quanto no aspecto técnico. A Série B do Estadual parece cada vez mais próxima para o clube do Norte do Estado.
Em outro ponto do campeonato, a Federação Catarinense de Futebol acertou ao antecipar o confronto entre Concórdia x Criciúma, válido pela Taça ACESC – 70 Anos. A partida será na quinta-feira (12/02), às 19h30, aproveitando o fato de o Tigre já estar no Oeste após a eliminação para a Chapecoense.
Aliás, um fato curioso chamou atenção: após a partida em Chapecó, o goleiro do Criciúma revelou não saber que o clube ainda disputaria uma nova fase do Estadual — a Taça ACESC, que vale vaga na Copa do Brasil de 2027. Um episódio que expõe falhas graves de comunicação interna.
Já Santa Catarina x Avaí, também pela Taça ACESC e pela vaga nacional, fazem o jogo de ida no próximo sábado, às 18h, em Rio do Sul.
Falando em Santa Catarina Clube, a equipe fará história na Copa Betano do Brasil 2026. O clube estreia na competição enfrentando o IAPE-MA, na quarta-feira (18/02), às 20h, no estádio Alfredo João Krieck, em jogo único. Empate leva a decisão para os pênaltis.
A Federação também confirmou as datas e horários das semifinais do Catarinense:
- Sábado (14/02), 16h30 – Brusque x Chapecoense, na Arena Joinville
- Domingo (15/02), 17h – Camboriú x Barra, no Orlando Scarpelli
Por fim, um alerta necessário: a Comissão de Arbitragem da FCF precisa redobrar a atenção nas próximas escalas. O árbitro Gustavo Ervino Baumermann já virou, no linguajar do futebol, um verdadeiro “para-raios”. Jogos sob seu comando têm sido sinônimo de confusão, polêmica e desgaste desnecessário.
Fechamento
O Catarinense entra na sua fase mais sensível: briga contra o rebaixamento pegando fogo, clubes disputando vagas nacionais sem nem saber direito o que estão jogando, e a arbitragem sob pressão constante. Daqui pra frente, qualquer erro — dentro ou fora de campo — pode custar caro demais. E no futebol, quem não se organiza, paga a conta.
