Falando de Futebol — por Junior Moresco
No futebol existem jogos… e existem partidas que entram para a memória de quem esteve no estádio. A decisão da Taça ACESC 70 anos foi exatamente assim: eletrizante, dramática e digna de final.
No Estádio Heriberto Hülse, o famoso Majestoso, que recebeu 7.347 torcedores e é um dos palcos mais tradicionais do futebol catarinense, o público presenciou uma noite daquelas que fazem o futebol ser simplesmente apaixonante.
Dentro de campo teve de tudo: cinco gols, pênalti, expulsões, viradas e emoção até o último instante.
O Criciúma venceu o Camboriú por 3 a 2 no tempo normal, resultado que igualou a disputa, já que na primeira partida o Camboriú havia vencido por 1 a 0 e chegado ao jogo de volta com a vantagem do empate. A decisão então foi para os pênaltis — e ali o drama só aumentou.
Foram 22 cobranças, algo raro de se ver no futebol. E por conta das duas expulsões durante a partida, as cobranças chegaram a voltar aos jogadores que iniciaram a série, tamanho o equilíbrio e a tensão da disputa.
No fim, o Tigre mostrou sangue frio, competência e força dentro de casa para levantar a Taça ACESC 70 anos, garantir o terceiro lugar no Campeonato Catarinense de 2026 e, de quebra, assegurar uma vaga na Copa do Brasil de 2027, competição que, além de prestígio esportivo, representa também um importante retorno financeiro para o clube.

Mas é impossível falar dessa decisão sem também valorizar a campanha do Camboriú. O Cambura fez um campeonato gigantesco. Chegou às semifinais do Estadual, brigou até o último minuto pelo título da Taça ACESC e mostrou mais uma vez que organização, trabalho e competitividade podem colocar qualquer equipe em condições de enfrentar clubes maiores. Foi um adversário duro, valente e digno da final.
O público que compareceu ao Majestoso viu um espetáculo digno de decisão: um jogo aberto, com muitas finalizações, muita disputa e emoção do primeiro ao último minuto.
O capitão Rodrigo ergueu o troféu, e os jogadores do Criciúma entoaram o tradicional grito de “é campeão!”, celebrando uma conquista importante para o clube e sua torcida.
E merece também um registro a atuação do árbitro Bráulio da Silva Machado. Na minha opinião, teve uma atuação irretocável. Aplicou bem os cartões, teve personalidade nas decisões, expulsou corretamente quando foi necessário e marcou com segurança os pênaltis no tempo normal. Foi uma arbitragem segura, com controle do jogo do início ao fim.

O fato é que o Criciúma comemora um título que resgata confiança, garante calendário nacional e reforça o peso da camisa carvoeira no futebol catarinense.
E o torcedor que esteve no Heriberto Hülse pode dizer com orgulho: vi uma final de verdade.
O futebol é isso.
Imprevisível, dramático e absolutamente apaixonante.
Falando de Futebol
por Junior Moresco
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