Falando de Futebol — por Junior Moresco
Hoje a memória do futebol nos leva a um nome que não foi apenas jogador… foi referência. Foi talento. Foi caráter.
Cleber Santana. Um verdadeiro camisa 10. Daqueles raros.

Revelado pelo Sport, ganhou o Brasil e o mundo. Passou por clubes como Santos, Atlético de Madrid e Flamengo, mostrando sempre um futebol de extrema qualidade, inteligência e elegância.
Mas em Santa Catarina… ele não passou, Ele marcou.
No Avaí, foi protagonista de um dos capítulos mais emblemáticos da história recente do clube. No Campeonato Catarinense de 2012, Cleber Santana simplesmente comandou o time nas duas finais contra o Figueirense. Foi o dono do jogo. O cérebro da equipe. O maestro que conduziu o Leão da Ilha a um título inesquecível.
Ali, ele não foi apenas campeão, Ali, ele virou ídolo.
Depois, vestiu também as camisas de Chapecoense e Criciúma, deixando sua marca por onde passou. No Criciúma, em 2015, teve uma temporada de alto nível, sendo eleito o craque do Campeonato Catarinense, reconhecimento justo para um jogador diferenciado.
E é aqui que entra um momento que carrego com muito orgulho: tive a honra de representá-lo na premiação daquele título individual. Cleber estava em viagem com o Tigre, e eu fui o escolhido para receber aquele troféu em seu nome.

Isso diz muito, não apenas sobre a confiança… mas sobre o respeito que ele construía com todos ao seu redor.
Porque se dentro de campo ele era talento puro… fora dele era ainda maior.
Cleber Santana era simples. Humilde. Educado. Respeitador.
Um cara de grupo. Um líder silencioso. Um profissional admirado.
Daqueles que não precisavam levantar a voz para serem ouvidos.
Ao longo da carreira, foram mais de 400 jogos como profissional, com passagens marcantes no futebol brasileiro e internacional, sempre sendo aquele jogador que organizava, que dava ritmo, que fazia o time jogar.
Mas o futebol foi cruel.
Em 2016, Cleber Santana foi uma das vítimas do trágico acidente com a delegação da Chapecoense. Um dos episódios mais dolorosos da história do esporte mundial.
Ali, não perdemos só um jogador, Perdemos um exemplo.
Perdemos um ser humano que representava o melhor do futebol dentro e fora de campo.
Mas ídolos assim não desaparecem.
Eles permanecem nas lembranças das finais, nos passes precisos, na postura, no respeito… e principalmente, na forma como marcaram as pessoas.
Cleber Santana não é só história.
É legado, É respeito, É eterno.
Por Junior Moresco
