Falando de Futebol, por Junior Moresco

A Copa Santa Catarina começou com bola na rede, mas existe um placar fora das quatro linhas que merece muita atenção: em sete partidas disputadas, seis terminaram com prejuízo.

Somando os borderôs, os clubes já acumulam R$ 131.929,98 negativos. A única exceção foi Hercílio Luz 4 x 2 Metropolitano, que conseguiu fechar a conta no azul — e por apenas R$ 767,44.

É um começo que preocupa.

Juntos, os sete jogos arrecadaram R$ 102.905,00. Mesmo assim, a renda líquida média ficou negativa em R$ 18.847,14 por partida.

E não é apenas o dinheiro que chama atenção.

Até aqui, 5.873 torcedores acompanharam os sete jogos, média de somente 839 pessoas por partida. Figueirense 1 x 1 Barra registrou o maior público, com 1.366 torcedores. Na outra ponta, Nação 2 x 2 Santa Catarina teve apenas 113 pagantes.

É verdade que a Copa SC ainda está no começo. Mas esses números já são suficientes para levantar uma pergunta importante:

Qual é o caminho para tornar essa competição mais atrativa e sustentável?

A Copa Santa Catarina tem sua importância porque oferece calendário e oportunidades aos clubes. Só que colocar uma equipe em campo custa dinheiro. Existem despesas com arbitragem, segurança, funcionários, estrutura, viagens e toda a operação necessária para realizar uma partida.

Quando a arquibancada fica vazia e a bilheteria não consegue acompanhar esses custos, o prejuízo aparece. E, cedo ou tarde, alguém terá de bancar essa diferença.

Por isso, R$ 131 mil negativos em apenas sete partidas não deveriam ser vistos apenas como números de borderô. Eles precisam servir de alerta tanto para os clubes quanto para a própria Federação Catarinense de Futebol.

É necessário discutir o modelo, buscar alternativas para atrair o torcedor e fazer com que a Copa SC tenha força também fora das quatro linhas.

Porque campeonato precisa de clube saudável, arquibancada com gente e uma estrutura financeira que faça sentido.

Até agora, a Copa Santa Catarina está entregando gols dentro de campo. O problema é que, quando termina o jogo e chega a hora de fechar o caixa, quase ninguém está comemorando.

Compartilhe este artigo

Participe desse espaço de troca, opinião e paixão pelo futebol brasileiro e mundial!

@falandodefutebol26
Junior Moresco

Sobre o Autor

Junior Moresco

Junior Moresco é um apaixonado por futebol que dedicou 17 anos de sua vida profissional ao universo do esporte, vivenciando de perto o vestiário, a arquibancada e os bastidores. Com olhar atento e respeito pela história do futebol, Junior compartilha memórias, opiniões e análises, promovendo debates e reflexões sobre o jogo dentro e fora de campo. Para ele, futebol vai muito além do placar: é paixão diária, troca e sentimento.

Posts Recomendados