Falando de Futebol – por Junior Moresco
Hoje é dia de Clássico Rei. Daqueles que dispensam apresentação, daqueles que param o país. De um lado, o Flamengo, que em 2025 ganhou quase tudo o que disputou, empilhou taças, manteve elenco forte e segue como referência técnica no futebol brasileiro. Do outro, o Corinthians, que mesmo mergulhado em turbulências internas, encontrou forças para buscar a Copa do Brasil e provar, mais uma vez, que camisa pesa, história decide e competitividade não se negocia.
Estamos falando dos dois clubes de maior torcida do Brasil frente a frente. E aí já deixo claro meu ponto: esse jogo tinha que ser no Maracanã. O estádio mais histórico do país, a casa simbólica do futebol brasileiro. Sou totalmente contra levar uma partida dessa magnitude para Brasília. O campeão brasileiro deveria disputar esse tipo de confronto em seu estádio, diante do seu povo. Futebol também é pertencimento, é identidade, é raiz.
Falar de Flamengo e Corinthians é, de certa forma, chover no molhado. Mas há dias em que o molhado precisa ser sentido. Hoje, quem sorri de orelha a orelha é a Rede Globo, que tem nas mãos um jogo desse tamanho, com estádio lotado e milhões de olhos espalhados pelo Brasil e pelo mundo. É o tipo de partida que vende o produto, fortalece a marca e justifica o porquê esses clubes são tratados como gigantes.
Dentro de campo, o roteiro é de alto nível. De um lado, Arrascaeta, Pedro e companhia, jogadores que decidem em um toque, em um detalhe. Do outro, Memphis, Yuri Alberto e companhia, atletas que sabem jogar jogo grande e que crescem quando a pressão aumenta. Ingredientes não faltam para um grande espetáculo.
No banco, dois nomes que fazem diferença. Filipe Luís, no Flamengo, vem mostrando que sua leitura de jogo não ficou nos tempos de lateral. Um técnico moderno, vencedor, que já empilha títulos e demonstra personalidade. Do outro lado, Dorival Júnior, especialista em competições eliminatórias, um treinador que entende o caminho das decisões e que já empilhou conquistas importantes no futebol brasileiro.
E aí falo como apaixonado pelo futebol de maneira geral, mas também como torcedor. Sou corinthiano, apaixonado, consciente das dificuldades, realista quanto aos desafios. Sei que o Corinthians não vive seu momento mais estável, sei que o Flamengo chega como favorito. Mas quem conhece o Timão sabe: subestimar o Corinthians em jogo grande é sempre um risco.
Corinthians não é só um clube. É vida, é identidade, é resistência. E hoje, independentemente do palco, do favoritismo ou das circunstâncias, estarei torcendo como sempre.
Porque no fim das contas, em jogo assim, a lógica nem sempre entra em campo.
E por isso, mais uma vez, eu digo:
Vai, Corinthians.
