Falando de Futebol - por Junior Moresco
Semifinais do Catarinense 2026 – Emoção, Equilíbrio e Olho na Arbitragem
Final de semana daqueles que o coração do torcedor bate diferente. Chegou a hora de decidir quem vai para a grande final do Campeonato Catarinense 2026 e olha… não tem nada definido. Dois jogos grandes, duas histórias diferentes e muita responsabilidade para quem vai conduzir tudo dentro de campo.
🟡 BARRA x CAMBORIÚ SAF
📅 21/02/2026 (sábado), ⏰ 19:00 - � Arena Barra FC – Itajaí
Que jogo, meus amigos… que jogo!
Sinceramente? Não vejo favorito claro. O Barra tem sim uma pequena vantagem por jogar na sua Arena, onde já mostrou que sabe se impor, sabe fazer o resultado, sabe usar o fator casa. Mas do outro lado tem um Camboriú que não se assusta com pressão. Eliminou o Avaí na Ressacada, fora de casa, mostrando personalidade.
É confronto de detalhe. De nervo firme. De quem errar menos.
Na arbitragem, Diego da Costa Cidral será o responsável pelo apito. Confesso que fico um pouco apreensivo. Não é árbitro de primeira linha e passa certa insegurança para um jogo tão equilibrado. Tomara que tudo flua bem e que a arbitragem não seja protagonista, porque jogo desse tamanho precisa ser decidido pelos atletas.
Ponto positivo? A presença de Sandro Rodrigues como Delegado Especial. Isso traz peso, traz organização e principalmente tranquilidade nos bastidores.

Árbitro: Diego da Costa Cidral
Assistente 1: Diogo Berndt
Assistente 2: Hector Andrew Lisboa Jacques
Quarto Árbitro: Thiago Mariano
Quinto Árbitro: Gianlucca Perrone de Vasconcellos
Delegado Especial: Sandro Rodrigues
VAR: Wagner Reway
AVAR: Helton Nunes
Observador de VAR: Vayran da Silva Rosa
Quality Manager: Jaison Cardoso da Silva
🟢 CHAPECOENSE x BRUSQUE SAF
📅 22/02/2026 (domingo) - ⏰ 18:00 - 📍 Arena Condá – Chapecó
Aqui é briga de cachorro grande.
A Chapecoense joga em casa, empurrada pela Arena Condá, com elenco mais caro e disputando Série A. Tem totais condições de reverter o placar da ida. Pressão vai existir — e muita.
Mas do outro lado tem um Brusque invicto, organizado, cascudo, que joga pelo empate. Time que sabe sofrer, sabe administrar e não se desorganiza facilmente.
Grande jogo. De estratégia, de intensidade e de emoção até o último minuto.
Rodrigo D’Alonso Ferreira será o árbitro. Experiente, tranquilo, com bagagem. Tem capacidade para conduzir bem a partida. Faço apenas um registro: será a terceira partida da Chapecoense apitada por ele em menos de vinte dias. Particularmente, não sou fã dessa repetição tão próxima.
Mas também faço questão de lembrar uma história que me marcou. Quando Rodrigo chegou de São Paulo, foi até a Federação pedir uma oportunidade. Disse que apitaria infantil, juvenil, juniores… o que fosse. Só queria uma chance. E com mérito próprio chegou ao quadro da FIFA. Isso mostra caráter e perseverança. Fico feliz de ter acompanhado esse início de trajetória.

Árbitro: Rodrigo D'Alonso Ferreira
Assistente 1: Alex dos Santos
Assistente 2: Eder Alexandre
Quarto Árbitro: Dionegelei da Silva Vianna
Quinto Árbitro: Jean Marcos Chieza Colle
Delegado Especial: Claudemir Maffessoni
VAR: Heber Roberto Lopes
AVAR: Adriano Roberto de Souza
Observador de VAR: Cleidy M S N R Ribeiro
Quality Manager: Alcides Zawaski Pazetto
Aqui faço questão de reforçar um ponto extremamente positivo: Rodrigo D'Alonso estará acompanhado por dois dos melhores assistentes do Brasil, Alex dos Santos e Eder Alexandre. São profissionais experientes, integrantes de um grupo fortíssimo de assistentes, preparados para jogos desse tamanho. Isso dá segurança técnica ao trio principal.
Mas agora preciso registrar algo que, ao meu modo de ver, poderia ter sido evitado.
Se elogiei Sandro Rodrigues como Delegado Especial em Barra x Camboriú, aqui faço uma crítica construtiva: a escala de Claudemir Maffessoni como Delegado Especial em Chapecoense x Brusque me parece inadequada. Maffessoni é de Chapecó, convive no ambiente da Chape, é conhecido da casa.
E delegado não está ali para “cumprir tabela”. Delegado precisa, muitas vezes, tomar decisões administrativas importantes, mediar conflitos, agir com autoridade. Mesmo que haja total idoneidade — e não questiono isso — evitar qualquer possibilidade de desconforto ou interpretação externa é sempre o melhor caminho.
Decisão grande exige cuidado nos detalhes.
Porque quando se faz uma grande festa… não se pode economizar no palito.
Estamos falando de semifinal. Estamos falando de imagem da competição. E nesses momentos, o mínimo detalhe pode virar discussão desnecessária.
Que seja um grande jogo,
Que as decisões sejam tomadas com equilíbrio.
E que o espetáculo prevaleça.
Final de semana promete emoção, tensão e debate na segunda-feira.
Que vença quem jogar melhor.
Que o apito esteja à altura.
E que o nosso futebol siga forte.
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Falando de Futebol – por Junior Moresco
