Falando de Futebol – por Junior Moresco
A luz vermelha não só acendeu… ela já está piscando forte na Arena Condá!
A derrota por 4 a 1 para o Botafogo não foi só mais um resultado ruim, foi um retrato fiel de um time perdido dentro de campo, sem alma, sem reação e, pior, sem perspectiva. E quando a gente olha os números da partida, a sensação só piora.
A Chapecoense até tentou ter mais a bola em alguns momentos, rondou a casa dos 48% de posse, mas de que adianta ficar com a bola se não sabe o que fazer com ela? Foram poucas finalizações perigosas, um time previsível, lento na transição e completamente inofensivo no ataque. Enquanto isso, o Botafogo foi cirúrgico: menos posse em certos momentos, mas muito mais objetivo. Chegava e machucava.
Nos chutes a gol, a diferença foi gritante. O Botafogo finalizou mais, acertou mais o alvo e, principalmente, teve eficiência. A Chape até arriscou de fora da área, tentou na base da vontade… mas vontade sem organização vira desespero e foi exatamente isso que se viu.
Defensivamente então… um desastre.
Espaços entre linhas, marcação frouxa, erros individuais e coletivos. O Botafogo encontrou campo livre, jogou com tranquilidade e fez os gols com uma naturalidade que chega a dar vergonha. Parecia jogo-treino em alguns momentos. E isso dentro da Arena Condá, com 10.184 torcedores fazendo sua parte, empurrando, acreditando… mas sem resposta nenhuma do time.
E aqui vai o ponto mais preocupante: faltou atitude.
Torcedor aceita perder, isso faz parte do futebol. O que não dá pra aceitar é ver um time apático, sem energia, sem indignação. Não teve aquela dividida forte, aquele grito, aquela reação depois de tomar gol. Foi um time entregue e isso acende um alerta gigantesco.
Agora a situação pode piorar ainda mais. Se o Mirassol vencer o Internacional, a Chapecoense afunda na última posição. E aí não tem discurso de “é cedo”. Quem vive futebol sabe: campeonato não se perde só no fim, se perde rodada a rodada… e a Chape está deixando pontos e, pior, deixando sinais claros de que não está pronta para reagir.
E o próximo compromisso? Fluminense, no Rio de Janeiro.
Sinceramente? Do jeito que está jogando, o torcedor já entra na semana mais preocupado do que esperançoso. Porque hoje, olhando dentro de campo, é difícil enxergar qualquer base sólida para acreditar em reação.
A Chapecoense precisa, com urgência, de algo que vá além de ajuste tático. Precisa de postura, cobrança interna, mudança de atitude. Precisa de gente que entenda o peso dessa camisa.
Porque do jeito que está…
A luz vermelha não é mais alerta.
É emergência.
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Falando de Futebol por Junior Moresco
