Falando de Futebol – por Junior Moresco
Que jogo grande.
Daqueles que justificam semifinal, que entregam emoção, intensidade e atmosfera de decisão.
Foram 16.037 torcedores empurrando na Arena Condá. Bola na trave de um lado, bola na trave do outro. Jogo aberto, brigado, com tensão em cada dividida. Mas no fim, prevaleceu o peso da camisa, o investimento maior e, principalmente, a qualidade técnica de quem disputa a Série A do Brasileiro.

Eu já tinha dito antes de começar o Catarinense: clube que está na Série A tem obrigação mínima de brigar pela final. E a Chapecoense fez exatamente isso.
A expulsão ainda no primeiro tempo — sendo o último homem — mudou o cenário. O Brusque ficou em desvantagem numérica por praticamente toda a partida. E em jogo desse nível, contra um elenco mais qualificado, jogar com um a menos pesa. Pesa física e mentalmente.
A Chape soube aproveitar.
Jean Carlos abriu o caminho. Walter Clar ampliou. E nos acréscimos, Meritão fechou a conta. Placar definido, vaga carimbada e a confirmação de que o elenco soube transformar superioridade em resultado.
Agora é final contra o Barra.
Mas é preciso falar do Brusque também.
Fez uma campanha sólida, organizada, competitiva. Essa foi a primeira — e única — derrota na competição. Não é pouco. Mostra consistência. Mostra trabalho. O time foi valente mesmo com um jogador a menos e sai de cabeça erguida.
O foco agora precisa ser mantido. A temporada não acabou. A vaga na Copa do Brasil de 2027 ainda é objetivo real e possível.
No fim das contas, a semifinal mostrou exatamente o que o futebol costuma ensinar:
qualidade técnica faz diferença, elenco faz diferença, investimento faz diferença — mas organização e competitividade também constroem campanhas respeitáveis.
A Chapecoense está na final por mérito.
O Brusque sai valorizado pela trajetória.
E a decisão promete.
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Falando de Futebol – por Junior Moresco
