Falando de Futebol – por Junior Moresco
A CBF anunciou oficialmente o Programa de Profissionalização da Arbitragem (PRO), um verdadeiro marco histórico para o futebol brasileiro. O projeto, que começa em março, contempla 72 árbitros entre centrais, assistentes e VAR, e prevê um investimento robusto de cerca de R$ 195 milhões no biênio 2026/2027. A partir deste novo modelo, os árbitros passam a ter salários mensais, bônus por desempenho, avaliações constantes, ranking por rodada, além de suporte completo na área de saúde, capacitação técnica contínua e uso intensivo de tecnologia. Inicialmente voltado à Série A, o programa adota a meritocracia, com possibilidade de promoções e rebaixamentos anuais dentro do quadro.
É necessário parabenizar o presidente da CBF, Samir Xaud, pela coragem e firmeza em enfrentar problemas estruturais que o futebol brasileiro empurrava há décadas. Primeiro veio a alteração do calendário, depois o fair-play financeiro, e agora a profissionalização da arbitragem. Decisões difíceis, muitas vezes impopulares, mas absolutamente essenciais para modernizar, organizar e dar credibilidade ao futebol nacional.
Após anos marcados por gestões fracassadas e manchadas, com Marco Polo Del Nero, José Maria Marin, Rogério Caboclo e Ednaldo Rodrigues, todos cassados do cargo de presidente da CBF, o futebol brasileiro finalmente parece estar sob a condução de alguém comprometido com a causa principal: o futebol. Ainda há muito a evoluir, mas pela primeira vez em muito tempo, o caminho aponta para organização, profissionalismo e reconstrução da credibilidade.
A CBF também divulgou a lista oficial dos 72 árbitros que integram o PRO: 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 árbitros de VAR. Entre os árbitros centrais, aparecem nomes experientes e consolidados do cenário nacional, como Anderson Daronco, Raphael Claus, Wilton Sampaio, Ramon Abatti Abel, Braulio Machado, Rafael Klein, Edina Batista, entre outros, que estarão à frente dos principais jogos do país.
No quadro de assistentes, o programa reúne profissionais da CBF e da FIFA, com ampla representatividade nacional, incluindo Alex Ang, Anne Kesy, Neuza Back, Gizeli Casaril, Fernanda Kruger, Fabrini Bevilaqua, além de vários outros já habituados a atuar em alto nível. Já entre os árbitros de vídeo (VAR), estão nomes reconhecidos pela atuação em partidas decisivas, como Caio Max, Daiane Muniz, Daniel Bins, Rodrigo Guarizo, Wagner Reway, entre outros.
🔴 Destaque especial para Santa Catarina, que mais uma vez comprova a força e a qualidade da sua arbitragem no cenário nacional:
Árbitros Centrais:
👉 Braulio da Silva Machado
👉 Ramon Abatti Abel
Assistentes:
👉 Thiaggo Americano Labes
👉 Alex dos Santos
👉 Gizeli Casaril
Árbitros de VAR:
👉 Charly Wendy
👉 Rodrigo D’Alonso
👉 Wagner Reway
Santa Catarina segue muito bem representada, com profissionais preparados, respeitados e que conquistaram espaço por mérito e competência, reforçando que o estado é, há anos, um verdadeiro celeiro da arbitragem brasileira.
