Falando de Futebol – por Junior Moresco
Opinião, bastidores e paixão pelo jogo
O Avaí jogou mal. Muito mal.
E quando um time grande joga mal dentro do próprio estádio, com 8.629 torcedores empurrando das arquibancadas, o resultado costuma ser cruel — e foi.
O empate com o Camboriú já era um alerta.
A eliminação, decidida nos pênaltis após uma falha do goleiro Otávio, escancarou um problema maior: falta de controle, falta de resposta e falta de futebol.
Nos pênaltis, o contraste foi ainda mais duro.
O Camboriú foi frio, seguro e perfeito: quatro cobranças, quatro gols.
O Avaí, nervoso, desperdiçou duas cobranças e confirmou um roteiro que nenhum torcedor imaginava ao apito final do tempo normal.
É preciso dizer com todas as letras:
a classificação do Camboriú é merecida.
O time teve coragem, não se apequenou, não se intimidou pela camisa adversária nem pelo ambiente. Jogou com dignidade, com organização e com personalidade. Fez o que muitos não fazem: acreditou até o fim.
Agora, Camboriú x Barra forma uma das semifinais, e ninguém pode tratar isso como acaso. É fruto de trabalho, postura e competitividade.
Do outro lado, fica o Avaí.
E aqui não cabe passar pano.
Ser eliminado em casa, nessas condições, é vexame. Não pela força do adversário — que foi grande —, mas pela incapacidade do Avaí de se impor, de decidir, de honrar o peso da própria camisa.
O torcedor saiu frustrado.
E com razão.
O futebol não perdoa quem entra em campo achando que a história joga sozinha.
Não joga.
Quem joga é quem tem coragem, concentração e convicção.
E nessa noite, isso tudo foi do Camboriú.
Falando de Futebol – por Junior Moresco
