Foto: Lucas Rhamon / Avaí F.C.

Falando de Futebol — por Junior Moresco

E o Avaí… que semana, hein?

Depois de tudo que passou fora de campo, viagem desgastante, problemas no aeroporto de São Paulo, logística complicada, o Leão da Ilha mostrou algo que faz diferença em competição longa: resiliência. Buscar um empate em 2 a 2 contra o Sport, em Recife, não é qualquer resultado. É ponto grande. É ponto que pesa lá na frente.

O Avaí começou bem, saiu na frente, mas acabou sofrendo a virada em meio a um contexto que, mais uma vez, levanta um alerta sério: a arbitragem.

O lance do pênalti para o Sport é daqueles difíceis de engolir. O atacante faz falta clara em cima do Zé Ricardo na origem da jogada. É visível. É lance de revisão obrigatória. E o que acontece? Nem o árbitro, Sr. Lucas Paulo Torezin, nem o VAR, comandado por José Claudio da Rocha Filho, têm a sensibilidade, ou a vontade, de corrigir o erro.

E aí fica a pergunta que não quer calar: até quando?

Porque não é de hoje. O torcedor avaiano lembra muito bem do lance contra o Operário na rodada passada. Situações parecidas, critérios completamente diferentes. E aí entra aquilo que venho batendo há muito tempo: dois pesos e duas medidas.

Mas enquanto uns erram, outros mostram personalidade.

E aí entra o Avaí.

Mesmo com tudo isso, mesmo com a adversidade, mesmo com o desgaste físico e mental, o time não se entregou. Foi buscar. Lutou até o fim. E aos 49 minutos do segundo tempo, Sorriso — nome sugestivo, né? — fez a torcida sorrir de verdade, arrancando um empate que tem gosto de vitória.

Agora, precisamos falar de bastidor.

Tenho sido repetitivo, sim. Mas é necessário.

Cadê o presidente da Federação Catarinense de Futebol? Cadê a presença? Cadê o peso político? Cadê o respeito que Santa Catarina precisa ter dentro da CBF?

Futebol não se faz só dentro de campo. Eu vivi isso por muitos anos. Sei exatamente como funciona. Tem que estar presente, tem que cobrar, tem que incomodar. Assistir pela televisão e depois dar entrevista não resolve absolutamente nada.

Os clubes catarinenses estão ficando desprotegidos. Penalidades sendo marcadas com facilidade contra, lances claros sendo ignorados a favor. Isso não é coincidência. Isso é reflexo de falta de representatividade.

E aí o prejuízo aparece… dentro de campo.

Mesmo assim, o Avaí mostra força.

Com esse empate, o Leão da Ilha chega a oito pontos e, antes do fechamento da rodada, divide a liderança da Série B com Ceará e Vila Nova. Um cenário extremamente positivo diante de tudo que aconteceu na semana.

Claro, ainda há jogos a serem disputados, e o Operário pode ultrapassar caso vença o Cuiabá. Mas o recado está dado: o Avaí está vivo, competitivo e mostrando que pode brigar lá em cima.

Agora, fica o alerta: se dentro de campo o time está respondendo, fora dele precisa de respaldo. Porque campeonato se ganha com bola no pé… mas também com força nos bastidores.

E disso, hoje, Santa Catarina está devendo.

Fechamento:

O Avaí trouxe um ponto que vale muito mais do que a tabela mostra. Trouxe na raça, na superação e apesar de tudo. Mas até quando vai precisar lutar contra adversários… e contra o sistema?

Falando de Futebol, por Junior Moresco

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Junior Moresco

Sobre o Autor

Junior Moresco

Junior Moresco é um apaixonado por futebol que dedicou 17 anos de sua vida profissional ao universo do esporte, vivenciando de perto o vestiário, a arquibancada e os bastidores. Com olhar atento e respeito pela história do futebol, Junior compartilha memórias, opiniões e análises, promovendo debates e reflexões sobre o jogo dentro e fora de campo. Para ele, futebol vai muito além do placar: é paixão diária, troca e sentimento.

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