Falando de Futebol – por Junior Moresco
E o Avaí… que noite, hein?
Não dá pra passar pano. O que se viu na Ressacada foi um verdadeiro choque de realidade. Um time que vinha embalado, invicto, defendendo liderança… e que, de repente, desmorona dentro de casa diante de uma Ponte Preta que não vencia fora há 200 dias. Isso não é só derrota… isso é sinal claro de alerta.
E com um ingrediente que o futebol adora: a implacável lei do ex.
Willian Pottker e Diego Tavares não perdoaram. Fizeram os gols da virada e escancararam a fragilidade de um Avaí que, até então, parecia sólido.
E aí entra o nome da noite, negativamente: Cauan de Almeida.
Errou em tudo. Na leitura, na montagem, nas escolhas e, principalmente, na falta de reação. O jogo foi pedindo mudança, ajuste, atitude… e nada veio. O Avaí foi um time espaçado, sem intensidade, sem agressividade e completamente previsível. Teve a bola? Teve. Mas sem machucar. E quem não machuca… sofre.
E pra completar, mais um capítulo da arbitragem…
O árbitro Marcelo de Lima Henrique marcou dois pênaltis contra o Avaí dentro da Ressacada. E a favor? Silêncio. A sensação que fica pro torcedor é aquela velha: critérios diferentes dentro do mesmo jogo. E isso irrita, desgasta e pesa.
Mas não dá pra colocar tudo na conta da arbitragem.
A ausência de Zé Ricardo gritou. É o cérebro do time, o cara que organiza, dá ritmo, equilibra. Sem ele, o Avaí vira um time comum. E foi exatamente isso que se viu: um time comum, sem comando dentro de campo.
E mesmo assim, 6.185 torcedores foram pra Ressacada, num horário complicado, fizeram sua parte, empurraram… mas o time não correspondeu.
O gol de Jean Lucas? Bonito, importante no momento… mas isolado. Não sustentou uma atuação coletiva fraca, sem consistência.
E aqui está o ponto principal:
essa derrota muda completamente o discurso.
Chega de falar em liderança, em acesso, em brigar lá em cima agora. A Série B não perdoa ilusão. É campeonato de regularidade, de casca, de saber sofrer.
O Avaí precisa entender, o quanto antes, que o primeiro objetivo é claro:
brigar para fazer os 45 pontos e garantir a permanência na Série B.
Depois disso, se sobrar fôlego, se organizar a casa, aí sim pensa em algo maior.
Porque o que se viu nesta noite foi um aviso.
E aviso, na Série B, quando ignorado… vira problema lá na frente.
O torcedor já conhece esse roteiro. E sabe bem onde ele pode terminar.
Fica o alerta. Fica a cobrança. E, acima de tudo, fica a realidade.
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Falando de Futebol – por Junior Moresco
