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Falando de Futebol – por Junior Moresco

Nem a chuva que caiu forte em Florianópolis justifica o cenário visto no Estádio Orlando Scarpelli. Apenas 839 torcedores acompanharam, in loco, uma quarta de final do Campeonato Catarinense — número que considero simplesmente inadmissível para uma fase decisiva e que escancara o distanciamento cada vez maior entre o campeonato e o torcedor.

Dentro de campo, o Avaí venceu o Camboriú por 2 a 1 e abriu vantagem no jogo de ida, mas o placar final não traduz o que foi a partida. A vitória poderia e deveria ter sido construída de forma muito mais tranquila.

O início foi avassalador. Em menos de dez minutos, o Avaí praticamente resolveu o confronto. Thayllon abriu o placar, mostrando oportunismo e boa leitura de jogo, e logo depois Alysson ampliou, dando a clara sensação de que a classificação seria encaminhada ainda na primeira etapa. O Leão seguiu criando, desperdiçou chances claras e falhou gravemente ao não transformar a superioridade em goleada.

No segundo tempo, o jogo mudou completamente. O Camboriú se organizou, passou a ocupar melhor os espaços e empurrou o Avaí para o campo defensivo. A equipe visitante pressionou durante quase todo o tempo, acertou duas bolas na trave e criou oportunidades suficientes para, no mínimo, sair com o empate.

O cenário ficou ainda mais tenso após a expulsão do zagueiro Alysson, que havia marcado o segundo gol do Avaí. Com um a menos, o time azurra perdeu o controle da partida e acabou sofrendo o gol de Wemerson, em cobrança de pênalti, recolocando o Camboriú vivo no confronto e deixando o desfecho em aberto.

Mas se dentro de campo o Avaí se complicou por erros próprios, fora dele o que se viu foi mais um capítulo preocupante da arbitragem catarinense. A atuação de Cinésio Mendes Júnior foi, novamente, marcada pela falta de critério, decisões inconsistentes e uma condução confusa do jogo. Em vários momentos, o árbitro tirou o foco da bola.

A insistência da Federação Catarinense de Futebol em escalar Cinésio para jogos decisivos já não se sustenta. Experiência não pode servir de escudo quando falta uniformidade, leitura de jogo e segurança nas decisões. Em uma fase eliminatória, o mínimo que se espera é uma arbitragem que controle o jogo e não que se torne protagonista.

O resultado final favorece o Avaí, que agora decide a vaga em casa, no próximo domingo, mas o alerta está ligado. Desperdiçar tantas oportunidades, perder o equilíbrio emocional e ainda conviver com uma arbitragem instável é uma combinação perigosa.

O Avaí leva a vantagem, mas o confronto segue aberto.

Análise, opinião e responsabilidade com o futebol catarinense.

Junior Moresco

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Junior Moresco

Sobre o Autor

Junior Moresco

Junior Moresco é um apaixonado por futebol que dedicou 17 anos de sua vida profissional ao universo do esporte, vivenciando de perto o vestiário, a arquibancada e os bastidores. Com olhar atento e respeito pela história do futebol, Junior compartilha memórias, opiniões e análises, promovendo debates e reflexões sobre o jogo dentro e fora de campo. Para ele, futebol vai muito além do placar: é paixão diária, troca e sentimento.

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